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Apresentação

Publicado: Quinta, 11 de Abril de 2019, 11h44 | Última atualização em Segunda, 30 de Setembro de 2019, 17h48 | Acessos: 360

A criação do curso de Letras da Universidade do Amazonas, deu-se praticamente no momento mesmo da fundação da Universidade Federal do Amazonas. Ao longo desses anos, o curso de Letras vem formando sucessivas gerações de profissionais para o mercado de trabalho na cidade de Manaus e no Estado do Amazonas. Assim, o curso de Letras da Universidade Federal do Amazonas – UFAM é um dos mais antigos desta instituição, tendo nascido praticamente ao mesmo tempo em que a então Fundação Universidade do Amazonas – FUA. Embora tenha sido criada pela  Lei Federal 4.069-A, de 12 de junho de 1962, a Universidade  Federal do  Amazonas   instalou-se   três anos  depois, em 17 de janeiro de 1965, sob a denominação Fundação Universidade do Amazonas.

Naquele momento, o curso de Letras organizava-se sobre duas grandes vertentes, a língua portuguesa e as literaturas brasileiras e portuguesas, de um lado, e as línguas estrangeiras e suas literaturas, de outro. Do ponto de vista administrativo, essa divisão tomou forma na figura de dois departamentos que, juntos, compunham o curso de Letras da FUA, o Departamento de Letras - Língua e Literatura Portuguesa (DLLP) e o Departamento de Letras - Línguas e Literaturas Estrangeiras (DLLE). Naquele momento, apenas duas línguas estrangeiras faziam parte do DLLE, Francês e Inglês.  Se, ao longo de todos esses anos, essa organização administrativa não mudou e o curso de Letras da atual UFAM mantém a mesma configuração administrativa dos tempos de sua fundação, o mesmo não se dá com a oferta de línguas estrangeiras do DLLE, pois duas novas licenciaturas passaram a ser oferecidas por esse departamento, as Licenciaturas em Letras - Língua e Literatura Espanhola e Letras - Língua e Literatura Japonesa.

No entanto, ao cabo de mais de 50 anos de existência, é necessário reconhecer que os objetivos do curso de Letras, em geral e dos cursos do DLLE, em particular, ampliaram-se, indo além da estrita formação de professores de uma dada língua estrangeira.  É bem verdade que a formação de professores continua a ser, como no passado, um dos objetivos centrais desse curso; mas, atualmente, os objetivos devem ser articulados não só em termos da formação de professores de Francês, informados sobre o avanço do conhecimento no domínio do ensino-aprendizagem de línguas estrangeiras, avanço que repercute na concepção e no conteúdo das disciplinas pedagógicas específicas do curso (Metodologia, Estágios e Práticas de Ensino de FLE), mas também em termos de uma preocupação com o fenômeno da Linguagem enquanto característica distintiva e definidora da nossa espécie. Além disso, os objetivos do curso devem pensar o aluno de Letras-língua estrangeira como um sujeito capaz de atuar, no domínio da Linguagem, em vários campos de atuação: na tradução, no serviço de intérpretes, na redação e, certamente, no ensino do Francês como Língua Estrangeira.

Cabe também esclarecer a necessidade de atualização e reelaboração do projeto pedagógico do curso de Licenciatura em Letras-Língua e Literatura que tem sua motivação nos princípios, marcos legais e orientações pedagógicas, preconizados pela LDB n° 9394/96, bem como, pelo Parecer CNE/CES 492/2001, Resolução CNE/CES 18/2002 que estabelece as Diretrizes Curriculares para os cursos de Letras, e Resolução CNE/CP nº 2, de 1º de julho de 2015 que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação inicial em nível superior (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados e cursos de segunda licenciatura) e para a formação continuada e que orientam a elaboração da referida proposta curricular do curso.

Conforme as Diretrizes Curriculares, a elaboração de uma proposta curricular voltada para a área de Letras deve levar em consideração os desafios da educação superior diante das intensas transformações que têm ocorrido na sociedade contemporânea, no mercado de trabalho e nas condições de exercício profissional. A área de Letras, abrigada nas Ciências Humanas, põe em relevo a relação dialética entre o pragmatismo da sociedade moderna e o cultivo dos valores humanistas. Decorre daí que os cursos de graduação em Letras deverão ter estruturas flexíveis que:

A área de Letras, abrigada nas Ciências Humanas, põe em relevo a relação dialética entre o pragmatismo da sociedade moderna e o cultivo dos valores humanistas. 

  • Facultem ao profissional a ser formado opções de conhecimento e de atuação no mercado de trabalho;
  • Criem oportunidade para o desenvolvimento de habilidades necessárias para se atingir a competência desejada no desempenho profissional;
  • Dêem prioridade à abordagem pedagógica centrada no desenvolvimento da autonomia do aluno; 
  • Promovam articulação constante entre ensino, pesquisa e extensão, além de articulação direta com a pós-graduação.

Assim, a Licenciatura em Letras – Língua e Literatura Francesa visa proporcionar ao aluno um conhecimento sólido dos diversos aspectos da linguagem humana em geral e da Língua Francesa em particular, passível de aplicação em inúmeros campos de atividade. Isso significa:

  1. Compreender a organização e o funcionamento da linguagem humana;
  2. Compreender a heterogeneidade constitutiva dos discursos com que os usuários da língua exprimem sua visão de mundo;
  3. Perceber e compreender que essa heterogeneidade também é constitutiva da língua francesa e de todas as línguas naturais;
  4. Compreender as línguas naturais como a expressão específica da faculdade de linguagem;
  5. Perceber a importância da Literatura como expressão da experiência humana;
  6. Perceber a língua francesa como veículo de expressão de diversas culturas espalhadas pelo mundo e de diferentes tradições literárias e artísticas;
  7. Fazer com que os alunos, ao adquirir o Francês como Língua Estrangeira, percebam que uma língua natural é ao mesmo tempo expressão e veículo de comunicação de uma certa maneira de ser estar no mundo e, ao comparar a língua e a cultura estrangeiras com a língua portuguesa e a cultura brasileira, sejam capazes de fazer essa comparação sem sentimentos xenófobos ou aceitação acrítica e colonizada da maneira de ser e estar no mundo, do Outro.

 

 

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